Quando tentei explicar este meu raciocínio, outro dia, pra minha filha, enquanto almoçávamos, ela reagiu jocosamente: “Filosofia de “butiquim”, hein, mãe?”. Cara, ela não entendeu nada?!?! Ou entendeu?!?! E, depois, a gente estava em um restaurante japonês “carézimo”! (nada de “butiquim”!)...
Acho difícil explicar essa história do egoísmo altruísta (ou do altruísmo egoísta, como quiser), sem ser mal interpretada. É mais ou menos assim: resolver as coisas por mim (pra mim, pensando em mim) foi a forma que encontrei de ser feliz, mas, especialmente, foi a forma que encontrei de fazer feliz quem está comigo (ou a minha volta).
Pode-se dizer que isto é antagônico, mas vai muito além... Indo e voltando... É assim: se eu for boazinha (bonzinha, como diria meu sobrinho, ainda criança) comigo mesma, certamente o serei com os outros também, pois as minhas necessidades estarão atendidas. É um ato de sobrevivência... É como colocar a máscara de oxigênio primeiro em você (num avião em despressurização) e depois atender ao outro, como explicam que deve ser feito as aeromoças no início de cada vôo. Você tem que ser atendido primeiro, senão morre antes de poder atender o outro, e, ainda por cima, deixa o outro morrer também.
Não acredito no altruísmo barato... aquilo de fazer, simplesmente, pelo outro. Não acredito (não totalmente, eu quero dizer) em caridade. Aliás, muitas das pessoas caridosas que conheci, estão simplesmente se penitenciando, pagando seus próprios pecados (ou, em muitos casos, essas pessoas estão, tão somente, enchendo o seu excesso de tempo ocioso... disfarçando o seu ócio).
Claro que acredito que existam aquelas pessoas especiais... mas estou falando dos meros mortais, aquelas pessoas que estão por aí. Por aí, ainda não conheci alguém que faça pelo outro sem esperar retorno (mesmo que esta expectativa seja inconsciente). Eventualmente, é claro, este retorno pode ser até a própria satisfação pessoal, mas neste caso, como no geral, o “eu” veio em primeiro lugar. É da natureza humana!
Fazer pelo outro, somente, complica tudo... por demais, aliás. Lá no final da história, a cobrança acaba vindo e você (o favorecido, no caso), fica devendo e ainda por cima, muitas vezes, sem saber (o que complica, sobremaneira, a coisa!) E imagina, ainda, se aquilo que você fez pelo outro, pra complicar, não era o que ele (o outro) estava esperando... Você dá pro outro e, ainda por cima, o outro nem recebe! Imagina, então, pra complicar ainda mais, neste último caso, um cara dando pro outro aquilo que o outro não queria, este, nem recebendo e, ainda por cima, muito provavelmente, nem percebendo a atitude daquele que está doando. Nossa, que zona!!! Dá pra notar a quantidade de conflitos gerados???
O ser humano é muito complexo. Saber aquilo que se passa com a gente já é bem difícil... Saber o que se passa com o outro... cara, impossível!
E, sinceramente, acho que a Humanidade seria melhor sem esta visão distorcida da coisa: "seja bonzinho... o premio virá!" (aquilo que a gente aprende na Igreja Católica: você conquistará o reino dos céus!). Ah, meu... menos!!! Muito menos: "Seja feliz... o outro também será!" Simples assim...
Faça aquilo que sentir prazer em fazer. Não faça pelo outro. Faça por você! Quando deixar de fazê-lo, se isto tiver que acontecer, também não o faça por você, não pelo outro. Aprendi que cada um cuida de si, o que já é bastante trabalhoso.
Tem uma vantagem básica, nisto tudo: você sempre vai saber que eu estou fazendo aquilo que faz bem pra mim, portanto, nunca terei nada a cobrar. Espero, naturalmente, que você se cuide (e queira cuidar de mim) o suficiente pra fazer aquilo que faz bem pra você. Por você. Muito bom... pois, assim, nunca serei cobrado por nada!
Este “ser egoísta”, então, não tem nada a ver com uma pessoa amarga, sofrida... uma pessoa que aprendeu com a vida que os indivíduos não são confiáveis e não valem a pena... Não é, absolutamente, nada disso. É, certamente, exatamente o contrário disso. A vida é bela e simples. As pessoas, em sua maioria, são bem intencionadas... Não complique: Aproveite!
Além de tudo, ser responsável pela própria felicidade (e ponto) implica em não ser culpado pela infelicidade do outro. E viver em culpa é o que há... não é? (minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa... Outra coisa louca da Igreja Católica! - nem culpa, nem máxima e... nem, muito menos(!!!!), minha. Eu, heim???).
Sem contar aquela história do “pecado original”. O que é que é isto? (não pude deixar de me lembrar do tal do “pecado original”, embora admita que não cabe no texto. Ou cabe?). Eu, pelo menos, não tenho nada a ver com “máxima culpa” ou “pecado original” (pecado original: como é possível colocar-se culpa, pecado, naquilo que nos dá, se não muito mais, no mínimo, prazer?). Tô fora! Prazer e culpa são coisas que nunca deveriam andar juntos.
Não... Saint Exupéry ("és responsável por aquilo que cativas")... Também não concordo com você!!! Tudo bobagem!
É claro que faz parte desta minha “filosofia de butiquim”, que se tenha pureza d’alma. Mas este é outro assunto... Indispensável, também!
Só pra finalizar, ponderemos:
- existe ser mais puro do que a criança?
- É sabido, também, que a infância é o período mais egoísta da vida do indivíduo...
- E ainda... não é da infância que a maioria das pessoas se recorda quando pensa em algum período da vida em que foi feliz? (não é o meu caso, só “par hazard”).
- E ainda mais... uma criança não é o centro da alegria da casa?
Então: pureza + egocentrismo (é, prefiro esta palavra - é menos agressiva) = felicidade (de todos)!
Fazer pelo outro, somente, complica tudo... por demais, aliás. Lá no final da história, a cobrança acaba vindo e você (o favorecido, no caso), fica devendo e ainda por cima, muitas vezes, sem saber (o que complica, sobremaneira, a coisa!) E imagina, ainda, se aquilo que você fez pelo outro, pra complicar, não era o que ele (o outro) estava esperando... Você dá pro outro e, ainda por cima, o outro nem recebe! Imagina, então, pra complicar ainda mais, neste último caso, um cara dando pro outro aquilo que o outro não queria, este, nem recebendo e, ainda por cima, muito provavelmente, nem percebendo a atitude daquele que está doando. Nossa, que zona!!! Dá pra notar a quantidade de conflitos gerados???
O ser humano é muito complexo. Saber aquilo que se passa com a gente já é bem difícil... Saber o que se passa com o outro... cara, impossível!
E, sinceramente, acho que a Humanidade seria melhor sem esta visão distorcida da coisa: "seja bonzinho... o premio virá!" (aquilo que a gente aprende na Igreja Católica: você conquistará o reino dos céus!). Ah, meu... menos!!! Muito menos: "Seja feliz... o outro também será!" Simples assim...
Faça aquilo que sentir prazer em fazer. Não faça pelo outro. Faça por você! Quando deixar de fazê-lo, se isto tiver que acontecer, também não o faça por você, não pelo outro. Aprendi que cada um cuida de si, o que já é bastante trabalhoso.
Tem uma vantagem básica, nisto tudo: você sempre vai saber que eu estou fazendo aquilo que faz bem pra mim, portanto, nunca terei nada a cobrar. Espero, naturalmente, que você se cuide (e queira cuidar de mim) o suficiente pra fazer aquilo que faz bem pra você. Por você. Muito bom... pois, assim, nunca serei cobrado por nada!
Este “ser egoísta”, então, não tem nada a ver com uma pessoa amarga, sofrida... uma pessoa que aprendeu com a vida que os indivíduos não são confiáveis e não valem a pena... Não é, absolutamente, nada disso. É, certamente, exatamente o contrário disso. A vida é bela e simples. As pessoas, em sua maioria, são bem intencionadas... Não complique: Aproveite!
Além de tudo, ser responsável pela própria felicidade (e ponto) implica em não ser culpado pela infelicidade do outro. E viver em culpa é o que há... não é? (minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa... Outra coisa louca da Igreja Católica! - nem culpa, nem máxima e... nem, muito menos(!!!!), minha. Eu, heim???).
Sem contar aquela história do “pecado original”. O que é que é isto? (não pude deixar de me lembrar do tal do “pecado original”, embora admita que não cabe no texto. Ou cabe?). Eu, pelo menos, não tenho nada a ver com “máxima culpa” ou “pecado original” (pecado original: como é possível colocar-se culpa, pecado, naquilo que nos dá, se não muito mais, no mínimo, prazer?). Tô fora! Prazer e culpa são coisas que nunca deveriam andar juntos.
Não... Saint Exupéry ("és responsável por aquilo que cativas")... Também não concordo com você!!! Tudo bobagem!
É claro que faz parte desta minha “filosofia de butiquim”, que se tenha pureza d’alma. Mas este é outro assunto... Indispensável, também!
Só pra finalizar, ponderemos:
- existe ser mais puro do que a criança?
- É sabido, também, que a infância é o período mais egoísta da vida do indivíduo...
- E ainda... não é da infância que a maioria das pessoas se recorda quando pensa em algum período da vida em que foi feliz? (não é o meu caso, só “par hazard”).
- E ainda mais... uma criança não é o centro da alegria da casa?
Então: pureza + egocentrismo (é, prefiro esta palavra - é menos agressiva) = felicidade (de todos)!
Qué mais???